Tuesday, March 15, 2011

PORTUGAL NA TAILÂNDIA – ERROS DO PASSADO REFLETIDOS NO PRESENTE.

Tuesday, March 08, 2011

Há portugueses que são pobres de “miolos”, ideias e actividades. Somos aquilo que fomos na Ásia e hoje já não somos nada. No caso de Banguecoque o carro tem seguido à frente dos bois em que desde 1988 (21 anos) andamos por aqui a investir em cultura quando no comércio não se tem investido, praticamente nada. O que segue à frente escrito é a verdade nua e crua, por que estou dentro do assunto.
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Mas vamos a 29 anos atrás e de quando o embaixador José Eduardo Mello Gouveia, foi acreditado como representante de Portugal no Reino da Tailândia, veio encontrar a embaixada num autêntico “pardieiro” com a residência, histórica e uma jóia rara da arquitectura, colonial portuguesa, a cair aos bocados e os terrenos, doados a Portugal pelo Rei Rama I, com uns barracões degradados, espaço de ratos e de cobras (foi encontrada uma jibóia de largo tamanho onde hoje se encontra a chancelaria), que tinham sido abandonados pelos arrendatários.
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Infelizmente poucos anos, depois, de se instalar com uma Feitoria (1820) iniciou a renda de parcelas de terreno a particulares, para os feitores sobreviverem, porque os Governos de Macau e Goa estavam-se nas “tintas” para manter a funcionar a Feitoria de Portugal no Reino do Sião em Banguecoque.
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Evidentemente que uns poucos de bons portugueses que pretenderam dar dignidade a Portugal neste Reino, foram envolvidos em estúpidas intrigas e que chefes de missão lhe deram ouvidos. Mas as intrigas na Embaixada de Portugal não são só de momento já o foram, pela má sina, a partir de 1820.
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Voltando à gerência do embaixador Mello Gouveia, que veio substituir o seu homólogo Renato Pinto Soares, em 1981, um diplomata incansável pretendeu dignificar o nome de Portugal e em 7 anos fez Obra que não foi continuada pelos representantes que o sucederam.
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Em 1981 Portugal não nadava em dinheiro e este não havia (como hoje o há, na missão, à “fartazana”) e teria que fazer milagres e conseguiu-os. Seriam numerosas páginas, escritas, se aqui fosse descrever a obra desse grande Homem que doou a Portugal na Tailândia.
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Mas onde eu quero chegar é que tem-se despejado dinheiro em saco roto mantiveram-se em Banguecoque, desde 1988, dois adidos culturais 6 leitores português que custaram centenas de milhares de euros e cujo resultados, até ao presente, não têm sido nenhuns.
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Em 1996 a leitora de português Joana de Vasconcelos, informou, o embaixador Mesquita de Brito (o chefe de missão de então) que viria, depois, a enviar um telegrama (batido nas teclas por mim) para as Necessidades que não valeria a pena manter o leitorado de português a funcionar em Banguecoque, porque, os poucos alunos que ensinava português, não justificava o despêndio.
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Ora com isto tem sido semeado dinheiro nas dunas de areia do deserto que não germina, pois na Tailândia não existem empresas portuguesas e as que houvera partiram há 11 anos, Quem aprende uma língua não é para a usar a fazer turismo, mas um investimento a olhar o futuro.
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Uma representação diplomática, acreditado em outro país é para vender o que o seu produz. E Portugal, na Tailândia, tem colocado o carro à frente dos bois, que em vez de investir na promoção do comércio, primeiro, usa-o na cultura.
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Não basta andar-se por aí levar a cabo “lóbies” a promover-se o que já fui publicado há muito e nada nos diz, enquando o comércio entre Portugal e a Tailândia segue pelas ruas da amargura, pelo total desinteresses dos chefes de missão.
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Pelo menos resta a esperança de que o novo chefe de missão (duvidamos que tenho tempo), acreditado recentemente, tenha olhos de ver e que faça algo para promover o comércio de Portugal na Tailândia.
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Se continuar como seus predecessores que foram floreiras de rosas mal-cheirosas, então estaremos de mal para pior e continuarmos a demagogia, barata, a enaltecermo-nos, com fanfarronices, como os primeiros europeus a chegar à Tailândia e a parte comercial (a que produz riqueza a Portugal) a desaparecer.
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Que não se tape o sol com uma peneira ou se atire com areia para os olhos dos outros.
José Martins
josegomes.martins@gmail.com

Friday, March 11, 2011

PORTUGAL NA TAILÂNDIA - JORGE MORBEY: "UMA CASA HISTÓRICA EM BANGKOK - A RESIDÊNCIA DO EMBAIXADOR DE PORTUGAL"

Jorge Morbey é uma personalidade, portuguesa. na Àsia. Além de um brilhante historiador sobre as "coisas" portuguesas na Tailândia possui um curriculum vastíssimo de actvidades: Presidente do Instituto Cultural de Macau; Conselheiro Cultural das Embaixadas de Portugal em Pequim e em Banguecoque. Actualmente professor universitário da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. Lidamos de perto com o Dr. Jorge Morbey e com ele aprendemos muito de quando Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Banguecoque nos finais do século passado. Um apaixonado pela história e investigou aquilo que eu não tive a oportunidade de chegar. Graças ao Dr. Jorge Morbey vim a saber que o António, o maior fotógrafo que apareceu, em Banguecoque, em finais do século XIX e príncípio de XX, era português, tal facto se encontrava um mistério pelos historiadores que se aprofundaran na arte e na sensibilidade de obter imagens de António e sempre hajam tido dúvidas em descrever a nacionalidade do grande fotógrafo luso. Mas uma obras de investigação de grande destaque foi como investigou a construção da Residência do Embaixador de Portugal, acreditado no Reino da Tailândia, que antes outros historiadores descreveram esta peça, única, da arquitectura colonial portuguesa, mas não com tanta veracidade. E porque tinhamos arquivada a Obra achamos por bem e útil inserirmos na totalidade as páginas a seguir- José Martins

Clique nas imagens para as levar ao tamanho natural e as imprimir


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Thursday, March 10, 2011

ESTE BLOGUE RECOMENDA A LEITURA DAS PEÇAS INSERIDAS POR ANTÓNIO CAMBETA NO SEU BLOGUE



À MARGEM: António Cambeta e eu não somos aventureiros na Ásia, mas gente de bem. Não nomeei o amigo Cambeta para meu defensor das agressões que tenho sido sujeito por um "cobarde" a que a ele não lhe é desconhecido e a mim também. Está pelo lado da razão. Nós conhecemos de "ginjeira" o "crápula" que pela Ásia se anda armar (além de agressor) em gente "sabidola" que não passa de um miserável de bens e de "miolos".
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Começa a escavar o terreno pela distância para chegar ao ponto que pretende que é o poder para nele se abrigar. Um Judas que atraiçoa tudo e todos, mesmo aqueles que lhe encheram o "bandulho", lhe ofereceram bons vinhos, de estalo, para beber, boleias e o integraram em certos círculos sociais.
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E ainda mais o desenrascaram com dinheiro para pagar o apartamento que ocupou de quando à grande e à francesa (mesmo pouco) recebia uns trocos, de uma fundação, para fazer turismo, durante 3 anos.
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Só lamento que esteja a "embarrilar" alguém que mesmo já informado do perfil do "crápula", lhe esteja a dar troco. Mais tarde arrepender-se-à!
José Martins

ENCERRADOS OS COMENTÁRIOS DESTE BLOGUE E DE OUTROS

Melhor resposta - Escolhida por votação Crápula:
[Do lat. crapula.] S. f.
1. Modo extravagante de vida; desregramento, devassidão, libertinagem: &
S. 2 g.
2. Indivíduo crapuloso, desregrado, libertino.
3. Indivíduo vil, canalha, calhorda.
fonte: Aurélio
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Por muito tempo os comentários deste blogue estiveram encerrados. Foram abertos há cerca de uma semana e o "abutre" (anónimo) que antes me provocava voltou à ribalta com semelhantes provocações. Claro que não temos receio deste pássaro, "abutre", da arribação. No "timing" exacto o "abutre" levará um tiro numa asa (denunciá-lo) para que acabe com as merdas das provocações. Não devemos nem tememos, tão-pouco alinhamos com execráveis, pulhas,crápulas e lambe botas do poder para conseguir sobreviver.
José Martins

OS BASTARDOS ANÓNIMOS

Foram estes os dois comentários: AnonymousAnonymous said...

Bom enterro aí pelo cemitério. Ficava enterrado à maneira.

10:23 PM

AnonymousAnonymous said...

Ó Martins vai estudar inglês técnico! Com que então Jolly Frog é Júlia Rã?! Arre que além de má rês é burro!
Quando é que lhe dão outro pontapé no cú?

que hoje foram inseridos na peça que ontem escrevi com o génerico: NA MANHÃ DE SEXTA-FEIRA - A MAGIA DO RIO KWAI E A CANÇÃO DA VIDA , sob a cobardia do anonimato.

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Apresto-me a informar (quem tem tido a paciência de ler o que escrevo), que eu nunca fiz inimigos, durante a minha longa permanência na Tailândia onde construí algo.

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Porém uma pessoa (que por ora não ser, ainda, altura própria) não lhe divulgo o nome de quem procurei servi-lo no meu melhor, desde 2002, me traiu, chantageou, difamou e provocou.

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Essa pessoa (repito não tenho inimigos) de quando lhe comecei a criticar o que escrevia num seu blogue além de me provocar, houveram puras “chantagens” com prova, pessoal, existente.

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Além de tudo isso e por via da intriga que esse cavalheiro investiu, cobardemente, contra a minha pessoa foi o dano moral e material que me haja causado que me custou largas centenas de milhares de bates.

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Houveram contra a minha pessoa ameaça de polícia se continuasse a criticar o nomear o seu nome no meu blogue: http://aquitailandia.blogspot.com

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Não sei a que polícia dirigiria, este cavalheiro, sua queixa contra mim e qual a razão por que o faria.

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Com 76 anos de idade nada existe, na polícia, desabonos a meu respeito, na Tailândia, onde vivo há mais de 30 anos e muito menos com a polícia do meu país do qual saí, do Tejo, no navio Pátria em direcção a Angola em 1962.

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Evidente que tive que me precaver, porque nessa provocação, escrita, está identificado o autor, informando entidades e amigos que deveria, para se porventura algo de uma outra falsidade, chantagem e difamação me viesse pelo caminho.

José Martins


Saturday, March 05, 2011

NA MANHÃ DE SEXTA-FEIRA - A MAGIA DO RIO KWAI E A CANÇÃO DA VIDA

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No Rio Kwai mais uma vez de tantas que por aqui tenho passado desde há três anos. Encontro uma certa liberdade e solidão, porque esta de quando em quando faz-me bem. Como sempre e de quando no Rio Kwai abrigo-me no Jolly Frog (Júlia Rã) junto ao remanso constante da corrente do rio nascido nas montanhas do ex-Reino do Pegú (Birmândia). Kanchanaburi a cidade é tranquíla e arredores com as terras agrícolas e seus pomares, são mares e montanhas de verdura.
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A gente é simples, excelente e as ruas absolutamente seguras quer de noite ou de dia. Sou já gente daqui e todos me conhecem nas ruas adjacentes ao "Jolly Frog". Tratam-me por "pá-pá" devido a minha idade que bem poderia ser pai ou avô daqueles que assim me chamam. O "Jolly Frog" está a arrebentar pelas costuras e lotado de turistas jovens, estrangeiros, de mochila às costas e de muitas nacionalidades.
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Visitam Kanchanaburi e a ponte do Rio Kwai porque além de haver muito para ver por aqui há os preços e o turismo barato de qualidade. O turismo seja este aonde for, praticado, não se mede pelos hoteis de 5 e menos estrelas, mas pela limpeza, a comida e os poucos mais de 150/295/500 bates a dormida (4/7 e 10 e mais euros).
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Claro, no que me toca a mim, terei me cozer-me com as linhas e o dedal que tenho, nos meus "safáris" pela Tailândia, pois a minha "reforma" do Estado Português depois de o servir, 24 anos na Embaixada de Portugal em Banguecoque, tem a classificação de "merda" e agora com a desvalorização do euro em relação ao bate (moeda tailandesa), pior ainda e terei que gerir o montante à maneira.
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Vou deixar-me de lamúrias e cá vou vivendo, sem ser ao Deus e o que vier se aceita, por que felizmente a comida neste Reino da Tailândia ainda dá para dar ao dente a preço convidativo, onde um saco de arroz de 5 quilos se pode adquirir por pouco mais de um euro e meio.
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Ontem chuveu a cântaros como se o céu desabasse em cima do solo. Chuvas que vêm antes do tempo e um mês e meio da chegada do Ano Novo Budista, em meados de Abril. Algo vai mal neste Mundo e o homem animal a estragar as condições climatéricas.
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De manhã quando me levantei,na hora do chilrear da passarada, entrou-me nas narinas o cheiro da terra tostada pela chuva da tarde do dia anterior. O cheiro fez-me lembrar, o mesmo que aspirei, o meu tempo de criança, na minha aldeia no sopé da Serra da Estrela, quando o solo, dos alqueives, transpiravam, pela pela manhã quando o Sol lhes batia. A ruralidade de minhas raizes não me larga pela vida fora.
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Vamos ao dia de hoje e largar águas passadas que não moem farinha...Carrego, comigo a velha companheira Nikon D70 e guio o Honda Civic (14 anos nas mãos) em direcção à Ponte do Rio Kwai

Imagem esquerda: a vendedeira de postais e brochuras sobre a Ponte do Rio Kwai, ordenou a sua mercadoria e prepara-se para a vender aos turistas. Brochuras em quatro linguas. Lado direito duas imagens: normal se observar na Tailândia estudantes a visitar os lugares históricos e turísticos enriquecendo seus conhecimentos. Com eles um caderno onde escrevem uma redacção e riscam um desenho.
Imagem da esquerda: a Ponte sobre o remanso da corrente do Rio Kwai. Estrutura metálica que é o símbolo da repressão e expansão japonesa, nas Ásia durante a II Guerra Mundial. Imagem da direita: pouco passavam das nove da manhã, os primeiros caminhantes entram na ponte. Durante o dia passam milhares deles.

Hoje a ponte é segura ao caminhante. Antes assim não era e até perigosa a alguém se desiquilibrasse e cair na corrente do rio. Chapas de ferro e guardas foram colocadas ao longo da ponte. Um casal de namorados para o "boneco" e ficar para as prosperidade.
Imagem da esquerda: grupo de visitantes de jovens tailandeses dão largas a sua alegria e uma fotografia onde todos ficam inseridos. Três estudantes e uma imagem para ser recordada de quando adultos. Toda a juventude é isto e também o fui!

Dois ângulos de uma estrutura metálica que teve como objectivo os japoneseses ligarem Singapura à Birmânia. Esteve no programa depois da Birmânia seguir para a Índia. Motivo: o Estreito de Malaca estava infestado de submarinos britânicos e de minas. Nada fácil para os japoneses arriscarem a sua marinha de guerra. Assim o rota seria: Malásia e Tailândia. O caminho de ferro e a ponte os japoneses deram-lhe o nome "Operation Speed" (Operação Rápida), cujos intentos foram gorados. A ponte foi bombardeada pela aviação aliada.

Imagem do lado esquerdo:imagine o leitor dormir numa casa flutuante em cima da corrente bonançosa do Rio Kwai... o silêncio da noite é abismal e pela manhã acordar ao som do chilrear da passarada. E se for amante da pesca, leve consigo uma cana. Operários das obras da linha atravessa a ponte.

O templo e a estátua da Deusa Chinesa Kuan Yin na margem do Rio Kwai e junto à ponte. A província e a cidade de Kanchanaburi tem uma larga comunidade chinesa residente.

A ponte e o vilonista. Toca melhor, tem melhorado a canção que encabeça o filme "Bridge over the River Kwai" a marcha do coronel Bogey. Somos velhos conhecidos e deixo-lhe na caixa que guarda o violino 20 bates.


video
Video para clicar

Foto da esquerda: um painel à saída da ponte, pare com a miséria da morte, vá para a comida vegetariana... A cabana, a vaidade e comodidades, inerentes do proprietário

Vítimas dos japoneses em Kanchanaburi. Morreram novos... Mas como estes jovens continuam a morrer todos os dias em guerras. Nunca entendi se as guerras são justas ou se servem interesses...
Neste cemitério de guerras há milhares de nomes. Honraram-nos com uma placa de bronze. Neste lugar, eu assisti à reconciliação de soldados japoneses e das tropas dos aliados, ainda vivos. As vítimas, ingleses, australianos, canadianos, americanos, com a presença de representação diplomáticas de seus países, não lhes perdoaram... A diplomacia, de punhos de renda e hipocritamente são capazes de perdoar tudo, mas não venceu o coração dos sacrificados, em Kanchanaburi cujos suas consciências não lhes permitiu o perdão. Foi emotivo um grupo de crianças, japonesas, acompanhadas de sua professoras a afirmarem: "mas nós não temos culpa dessa guerra.... Elas as crianças com pequenos dísticos queriam a reconciliação... Houveram momentos na minha vida, como correspondente da Agência Lusa que me emocionaram.Foi no dia 25 de Abril de 1996.
A entrada para o cemitério de guerras. As minhas pernas o Honda Civic a brilhar.Bendita foi a chuvada da tarde do dia anterior que lhe havido lavado a chapa.
Saí do cemitério de guerra e dou com uma procissão. Um noviço a monge vai entrar no templo e cumprir a sua obrigação de permanecer em meditação por 25 dias ou mais no santuário onde lhe é ministrado a lei do bem ao próximo.
O povo dança ao som infernal de uma banda, desafinada, onde os trompetes são instrumentos reis. Quase me colocava a dançar aos saltinhos e vontade de me misturar com o povo.
Isto é a Tailândia, Reino de gente boa e simples. Os maus como em todos as nações estão no outro lado... E esta é o da política!
José Martins